Por que cada bebê é diferente do outro?

Desde que as minhas filhas nasceram, as gêmeas Stella e Gabriela, tenho respondido várias vezes às mesmas perguntas: “Elas dormem ao mesmo tempo? Quando uma chora, a outra chora também? Elas são idênticas? Você já percebe diferenças no temperamento delas?”

O que as pessas têm curiosidade, no fundo, é saber se as gêmeas têm a mesma personalidade ou se já se expressam e reagem às situações cada uma de seu jeito, mesmo tendo somente cinco meses de idade.

Posso dizer que desde o nascimento delas, e por que não dizer que desde a gestação (pela movimentação das bebês na minha barriga), percebemos algumas diferenças entre as duas! A Stella sempre mais ativa, se movimentando muito no berço, já mamando mais rápido e forte desde o berçário. A Gabriela, sempre mais observadora e curiosa, dormindo com mais facilidade e chorando somente quando precisa ser trocada ou alimentada.

Acho importante percebermos as diferenças entre nossos filhos: cada bebê é uma pessoa diferente, com sua individualidade e identidade. Assim, podemos ajudá-los a construir a sua própria personalidade, com autenticidade, tendo diferentes atitudes e comportamentos em frente aos desafios da vida!

Então, por que cada bebê é diferente do outro?

Simplificando, a biologia diz que somos um produto de genes e ambiente ou “nature and nurture”. Porém, sabemos que a explicação é mais complicada: gêmeos idênticos, nascidos com o mesmo DNA, criados pelos mesmos pais e na mesma casa, são pessoas diferentes!

A maneira como cada um de nós, desde bebês, interage com o ambiente provoca uma mudança na expressão dos genes. Ou seja, nossos genes dão uma diferente resposta ao mesmo ambiente. Os genes podem “ligar ou desligar” a sua expressão, dependendo do estímulo. A forma como esses genes são expressos cria o que os cientistas chamam de um perfil epigenético. E é esse perfil epigenético que nos diferencia uns dos outros, e diferencia os irmãos gêmeos idênticos entre eles também.

Tabagismo, alterações intra-útero na gestação, estresse e obesidade são alguns dos fatores que os pesquisadores relacionam com mudanças na expressão de genes específicos. Além disso, estudos recentes mostram que a atividade física, bem como aprender com novas experiências promovem a neurogênese, que é o crescimento de neurônios. Ou seja, nosso comportamento e estilo de vida podem causar mudanças cerebrais!

As mudança no nosso perfil epigenético podem ter resultados duradouros que continuarão em nosso genoma, sendo passados para a próxima geração. Mais um motivo para buscarmos uma vida plena e saudável, pensando no nosso próprio futuro e das gerações seguintes!

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