Cuidados com o coto umbilical| Dicas da especialista

Durante toda a gravidez, o organismo da mãe e o do bebê se comunicam através do cordão umbilical. Composto por uma veia e duas artérias, ele cumpre a importante função de transmitir as substâncias que nutrem o organismo e garantem a respiração do embrião. O cordão é pinçado e cortado logo após o nascimento, mas, cerca de dois a três centímetros dele permanecem presos ao bebê – estrutura conhecida como coto umbilical. “Depois que o bebê nasce, a veia e as artérias começam a secar e, entre 7 e 10 dias, o cordão deve cair”, conta Nicole Udsen, pediatra neonatologista, formada pela Universidade de São Paulo, que trabalha no berçário do Hospital das Clínicas. Nessa fase, alguns cuidados de higiene são necessários para preservar a saúde do bebê. Pensando nisso, a equipe do blog conversou com a especialista para esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto.

Aspecto nos primeiros dias
Muitas mães, especialmente as de primeira viagem, desconhecem e até se assustam com as mudanças no aspecto no coto. Logo após o nascimento, o cordão é bem gelatinoso e claro, ao correr dos dias, uma casquinha vai se formando e ele escurece. “Ele vai ficando bem seco, o que a gente chama de mumificado, até cair”, esclarece a médica Nicole. Caso saia uma secreção amarelada nos primeiros dois ou três dias, não se preocupe, isso é completamente normal.

Como realizar a higiene
Para evitar infecções, é preciso deixar o coto e sua base sempre limpos e secos. A limpeza deve ser feita com um cotonete embebido em álcool 70 %, pelo menos três vezes ao dia. A mãe deve limpar toda a parte que ainda está meio gelatinosa, principalmente a junção dela com a pele. “É normal que saia uma sujeirinha amarela e até mesmo um sangue velho”, conta Nicole. Após a limpeza, a mãe já pode colocar a fralda e a roupinha. Não use nada que deixe a região fechada e sufocada, como um curativo, ou que deixe-a muito molhada, como um algodão com ácool. “O que acontece muitas vezes, especialmente no caso de mães de primeira viagem, é o medo e o nervoso de limpar – medo de passar o cotonete, de não limpar bem, porque acha que vai doer. Lembre-se que o umbigo não tem nervo, então o filho não sente dor. Se houver choro, nessa momento, ele é por outros motivos: porque é gelado, porque ele tá peladinho. Lembre-se você não está machucando o bebê, mas sim cuidando da higiene dele”, conclui a médica.

Com o que se preocupar
Perguntamos à especialista quais fatores são preocupantes nesta fase.
“Procure o pediatra se o umbigo não cair em até duas semanas, se a pele ao redor começar a ficar vermelha ou se a região ficar com cheiro ruim, porque pode se tratar de uma infecção de onfalite.”, adverte.

O coto caiu, mas o umbigo ficou alto
Na maioria das vezes, duando o umbigo fica alto, trata-se de uma hérnia umbilical. Ela costuma fechar nos dois primeiros anos, os pais devem observar. “Ela pode fechar em um mês ou pode fechar em dois anos, depende muito de cada caso”, conta a pediatra. Outra coisa que pode acontecer, adverte a profissional, é a formação de um granuloma. O granuloma é uma bolinha no meio da pele, uma cicatriz que não indica nada de grave, mas requer atenção. “Quando o granuloma aparece, a mãe só precisa limpar por um pouco mais de tempo a região, para o granuloma regredir”, conta.

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