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O que eu mudei depois de virar mãe


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Tempos atrás, sempre que o assunto era “a mudança da mulher após a maternidade”, eu via um monte de piadinhas sobre antes e depois, sendo que o depois da maternidade eram sempre relacionados a mulher descabelada, descuidada, sem vida própria, um horror. OK, a gente passa por (muitos) momentos descabeladas, mas eu nunca fiz disso um drama, num dei destaque, porque prefiro ver o copo meio cheio. Quando a gente foca na parte boa, energias boas acontecem em volta da gente. Eu considero que a maternidade transforma a gente em pessoas muito melhores.

vdm01 Sou muito mais confiante: confiante para as coisas que quero da vida, para o que não quero. Ter um filho me trouxe uma auto confiança para lidar com meus objetivos e para coisas simples do dia também. Antes eu era mais tímida para puxar assunto com quem não conhecesse, para me apresentar num evento para alguma pessoa, hoje não! Até contei no instagram, teve um dia que fui num evento sozinha, era um evento do mercado de viagens, eu havia sido convidada por uma pessoa que conheço e fui. Cheguei lá, olhei e não reconheci ninguém, só o anfitrião. Fui até ele, o cumprimentei e ele disse “que bom que você veio, fique à vontade!”. Como assim ficar à vontade? Eu não conhecia ninguém, achei que ele fosse me apresentar para alguém! Eu tinha duas opções: pegar meu celular, ficar num canto fingindo estar resolvendo algo importante e depois de uns 10 minutos ir embora ou me apresentar para alguém. Tempos atrás eu teria feito a primeira opção, com certeza. Naquele dia, eu simplesmente olhei para todo mundo, vi um grupo de 3 mulheres e não tive dúvidas, fui toda confiante até elas, disse que não conhecia ninguém e me apresentei. Uma delas saiu me apresentando para várias pessoas, tive uma noite super agradável, conheci muita gente interessante e até negócios surgiram deste evento.

vdm02 Foquei no pensamento da leveza e boas energias: aprendi que o tipo de energia que vai se aproximar de você é a mesma que você está emanando. Simplesmente não tenho mais tempo para pessoas negativas, com energia baixa, que te colocam para baixo ou que são muito complicadas. Acredito demais que é mais saudável para mim e para meu filho estar num ambiente só de boas energias, e isso parte de dentro da gente e do lar que construímos.

vdm03 Tenho muito mais conhecimento sobre alimentação saudável: desde que fiquei grávida comecei a me interessar mais pela alimentação saudável e equilibrada. Depois que Nicolas nasceu, isso só se intensificou. Virou prioridade proporcionar uma alimentação saudável para meu filho e minha família. Comecei a seguir todos os perfis de nutricionistas no instagram, consulto minha nutróloga, contratei nutricionista infantil para Nicolas e outra para mim, fiz treinamento com minha funcionária do lar para ela aprender receitas saudáveis, passei a comprar somente legumes e verduras orgânicas e fiz substituições inteligentes. Me sinto com uma qualidade de vida muito melhor agora.

vdm04 Aumentou a preocupação em guardar dinheiro: especialmente para educação do Nicolas. A gente já abriu uma previdência privada para ele e quando alguém (avós, tios) pergunta o que dar de presente, sugerimos que o valor do presente seja depositado na conta. Ele já tem tanto brinquedo, já ganha tantas coisas, então de vez em quando os presentes são dinheiro para a “poupancinha” dele. E eu também tenho minha conta investimento pensando na educação dele. Já tive minha fase de gastar todo dinheiro com coisas supérfluas, a fase de guardar dinheiro para comprar o apartamento e agora a fase é de pensar no futuro do Nicolas.

vdm05 Sou muito mais solidária com as pessoas e muito mais emotiva. A gente aprende que é difícil cuidar dos filhos, e que gentileza gera gentileza. Qualquer coisa relacionada à mamães e bebês me emociona. Não posso ver uma mãe com bebê na porta da farmácia precisando de alguma coisa que ajudo, alguma mãe com criança fazendo birra em local público sou solidária, enfim, a gente entende melhor ser mãe.

vdm06 Fiquei um pouco mais desorganizada com o tempo. Antes eu era mais eficiente, mais organizada, meu dia rendia mais, eu aguentava ficar trabalhando madrugada adentro. Agora, depois de Nicolas, meu foco durante o dia é ele, meu dia rende menos, à noite estou exausta e não consigo mais ficar acordada até tarde trabalhando, tudo mudou. Mesmo assim não troco por nada, meu dia está mais desorganizado, mas não troco por nada!

E vocês, quais foram as mudanças internas?

5 formas de ajudar uma mãe de recém-nascido


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Essa é para as amigas ou familiares que querem ajudar, mas não sabem como! Abaixo listei 5 dicas que a mãe de recém-nascido vai te amar para o resto da vida se você colocar em prática:

(baseado na minha experiência real)

 vdm01Elogie gratuitamente a mãe – a maioria das pessoas só se lembram de elogiar o bebê! Diga como a mãe está bem, como está se recuperando rápido, como está sendo uma ótima mãe. Isso dá uma auto-estima enorme e consequentemente uma mãe mais segura e tranquila para cuidar do bebê.

vdm02 Ofereça para cozinhar alguma coisa, prepare as refeições da semana e as deixe congelada ou leve refeições prontas, saborosas e nutritivas para a mãe. Quanto menos a mãe tiver que se preocupar em cozinhar as próprias refeições e mais tiver tempo para descansar um pouquinho, melhor! É tão cansativo fisicamente a privação do sono e os cuidados com o bebê – ter alguém pensando na alimentação saudável da mãe é o melhor presente que ela pode ganhar!

vdm03 Não dê palpites ou dicas, a menos que a mãe peça. São tantos palpites de todos os lados que, mesmo que sejam com o objetivo de ajudar, acabam esgotando piscologicamente a mãe. Ajude mostrando a fonte de informações corretas e não como você acha que isso ou aquilo deveria ser feito.

vdm04 Não peça para fazer visitas em casa, a menos que a mãe demostre que quer receber visitas. Nos primeiros meses o bebê ainda não tem todas as vacinas e a rotina da casa ainda não está totalmente adaptada. O sono do bebê pode variar e quando o bebê dorme, é uma oportunidade de ouro para a mãe descansar também. Uma visita, mesmo que avisada com antecedência, pode acabar coincidindo com a hora do bebê querer mamar e dormir e a mãe, que poderia estar desancando, precisa interagir com as visitas.

vdm05 Presenteie a mãe com uma consulta de uma especialista em amamentação ou sono do bebê. Essas são as maiores dificuldades dos primeiros meses e o melhor cuidado que a mãe pode receber é uma consulta em casa com uma dessas especialistas. Faz toda a diferença para quem estiver com dificuldade na amamentação. Vale também acompanhar a mãe e bebê no Banco de Leite, onde diversas enfermeiras especializadas podem te auxiliar gratuitamente.

Vestida de Mãe | Tania Khalill


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Assim como entrevistamos a Deborah Secco durante o evento Fashion Weekend Kids, tive a oportunidade também de conversar com a atriz Tânia Khalill, mãe da Isabella (9 anos) e Laura (5 anos), vejam se vocês se identificam com alguma resposta dela!

Depois que a primeira infância passou, o que é agora a maior alegria e maior dificuldade com as meninas?
Tânia Khalill: A maior alegria é a presente de qualquer jeito, ser mãe é estar acompanhada do maior amor do mundo. As dificuldades vão aumentando no sentido da criança de questionar, questionar coisas que você prega e às vezes não faz, isso é maravilhoso porque faz a gente se ampliar como ser humano, analisar o que a gente acha legal como conduta e o que a gente realmente faz. É maravilhoso porque as crianças estão sempre nos ensinando coisas importantes.

Você já “pagou língua” na maternidade, já fez algo que havia dito que nunca iria fazer?
Tânia Khalill: Milhões de vezes, acho que o que eu mais aprendi na maternidade é não julgar. Eu achava ter babá um absurdo… Comer doce um absurdo… Achava um monte de coisas até ser mão. Daí percebi que eu precisava de ajuda sim, que comida é para ser feliz, não tem tantas regras, tudo que eu era muito “caxias”, eu vi que a vida é tão mais suave. 

Alguma dica para levar a maternidade com leveza?
Tânia Khalill: É um exercício, porque é muito mais fácil cair na paranóia, no “ter que fazer”, a gente vira um cumpridor de regras. Mas tem que pensar “pra quê”… Um monte de deveres, conduta, eu acho que quem sofre mais é a mãe, os pais.. Acho que hoje eu me aliviei, entregar e viver o momento. Um exercício raro de cada segundo de pensar, mesmo no caos, “eu estou com elas, é tão bom”. 

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Um pouco sobre

Fernanda Floret


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