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Infecção pelo HPV na gestação: devo me preocupar?

Por Dra. Camila Takase

Sabe-se que a infecção pelo HPV está cada vez mais prevalente na população, sendo considerada a doença sexualmente transmissível (DST) mais frequente mundialmente. Pode se manifestar na forma de lesões condilomatosas (“verrugas”) na região vulvar e pode ocasionar também alterações celulares no colo uterino e vagina. Daí a importância de se realizar o exame de papanicolau regularmente. É através dele que conseguimos detectar alterações provocadas pelo HPV no trato genital.

Vale lembrar que as verrugas e as alterações celulares de baixo grau (mais leves) geralmente são provocadas pelos HPVs de baixo risco. Já as alterações de alto grau (mais graves), que são aquelas com maior chance de evoluir para o câncer de colo uterino, são provocadas pelos HPVs de alto risco. Existem exames de biologia molecular como a captura híbrida, que conseguem detectar o tipo de HPV presente na lesão, sendo muito utilizados atualmente.

Quando o HPV afeta a gestante, geralmente provoca lesões mais extensas (lesões em maior número e maior tamanho). Isso ocorre devido às modificações no sistema imunológico da grávida, que fica imunossuprimida e assim mais exposta a infecções em geral. O aumento na vascularização da região pélvica e nos níveis hormonais também deixa a gestante mais susceptível às lesões causadas pelo HPV.

O rastreamento deve ser feito rotineiramente no pré natal, através da coleta do papanicolau. Caso seja detectada alguma alteração no exame, a gestante deverá se encaminhada para a realização de colposcopia e se necessário biópsia. Lesões suspeitas na vulva também devem ser biopsiadas para confirmar o diagnóstico de HPV.

O tratamento, na gestação, está recomendado apenas para as lesões da vulva ou vagina. Deve ser realizado o quanto antes, para evitar a transmissão do HPV para o feto. A contaminação de bebê pode acontecer tanto no momento do parto quanto durante a gestação, através da ascensão do vírus pelo líquido amniótico. Dessa forma a cesariana não impede a transmissão do HPV para o bebê, devendo ser realizada apenas quando houver lesões extensas no canal de parto. Portanto dizer que toda mulher que tratou HPV na gestação deverá ser submetida à cesariana é MITO! 

Para eliminar as lesões, podemos utilizar vários métodos destrutivos como a criocauterização, eletrocauterização, laser, que são seguros na gravidez. Já para as alterações no colo uterino, a conduta expectante é a mais aceitável, dependendo é claro, da gravidade da lesão. Cirurgias no colo uterino (como a conização, por exemplo), são contra-indicadas devido ao risco de abortamento. Nesses casos, deve-se repetir o papanicolau e a colposcopia periodicamente durante a gravidez e 60 dias após o parto. Caso persista a lesão o tratamento cirúrgico deverá ser realizado.

A amamentação também não está contra-indicada! O vírus do HPV não é transmitido através do leite materno!

Existem vacinas contra o HPV, mas o seu uso em gestantes não é recomendado. Elas protegem contra os principais tipos de HPV e são indicadas principalmente antes do início da vida sexual. A vacina bivalente protege contra os principais sorotipos de HPV de alto risco enquanto a vacina quadrivalente fornece imunidade para os sorotipos de alto e baixo risco.

Camila_T

Conhecendo um pouco sobre o Diabetes Gestacional

Por: Dra. Camila Takase

Hoje vamos falar um pouco sobre o diabetes na gestação e suas consequências para mãe e bebê. Existem algumas situações diferentes que podem acontecer:

laco1VdM A paciente já era diabética (diabetes tipo 1), utilizava insulina e engravida.

laco1VdM A paciente já era diabética (diabetes tipo 2), utilizava hipoglicemiante oral e engravida.

laco1VdM A paciente descobre o diabetes na gestação.

Quando a alteração nas taxas de glicose aparece pela primeira vez na gravidez, chamamos de Diabetes Gestacional. 

Essa patologia pode atingir até 7% das grávidas e quando diagnosticado precocemente, acompanhado e tratado de forma adequada, pode não trazer nenhuma complicação à gestação. 

Os fatores que predispõem ao Diabetes Gestacional estão relacionados principalmente à alimentação, por isso podemos sim preveni-lo!

Pacientes que já engravidam acima do peso ou aquelas que ganharam muito peso na gravidez têm maior risco de desenvolver a doença. História familiar de diabetes ou parto anterior com bebê que pesou mais de 4 kg também são fatores de risco.

Para o rastreamento, uma glicemia de jejum sempre deverá ser solicitada na primeira consulta de pré-natal. Caso a paciente apresente algum fator de risco associado, deverá ser solicitado também uma curva glicêmica como complementação. Nas gestantes sem fatores de risco, esse exame deverá ser solicitado apenas entre 24 a 28 semanas.

Confirmado o diagnóstico de diabetes gestacional, devemos cercar a gestante de alguns cuidados especiais. O primeiro passo será encaminhá-la para controle da alimentação com profissional capacitado.

A terapia nutricional é um aliado fundamental: em muitos casos, o controle glicêmico é atingido apenas com a dieta específica! Se a gestante seguir corretamente seu planejamento alimentar, respeitar os horários das refeições, e é claro, diminuir o consumo de doces, não necessitará do uso de insulina para controle do diabetes.

A insulinoterapia fica, então, reservada para aqueles casos mais graves, e visa manter os níveis glicêmicos normais para evitar complicações para o bebê, a chamada de “fetopatia diabética”.

Para as diabéticas tipo 1 que já utilizavam insulina, apenas um ajuste da dose se faz necessário.  No caso das diabéticas tipo 2 que utilizavam hipoglicemiantes oral, a troca por insulina deve ser feita pois o uso de hipoglicemiantes orais não é indicado para gestantes.

Quando os níveis glicêmicos ficam elevados, muita glicose passa da mãe para o feto, fazendo com que ele cresça demais. É comum os bebês de mães diabéticas descompensadas nascerem com mais de 4 kg, são os bebês macrossômicos!

Outras complicações que podem ocorrer são: polidrâmnio (produção aumentada de líquido amniótico), atraso na maturação pulmonar do feto, e em alguns casos até o óbito fetal.

Portanto, devemos sempre orientar a gestante da importância do controle do peso e da alimentação, na tentativa de diminuir o risco do desenvolvimento do diabetes. Isso vale também para aquelas já diabéticas, pois o controle adequado da glicemia previne inúmeras complicações para o bebê.

Camila_T

Ouvir música na gestação: benefício para mãe e bebê!

Por: Dra. Camila Takase

Alguns estudos já comprovam os inúmeros benefícios que a música traz tanto para a mãe quanto para o bebê. A música gera energia criativa, facilita a comunicação, a aprendizagem, a mobilização e expressão. Na gestação, consegue promover uma proximidade maior entre mãe e bebê, além de melhorar bastante a qualidade de vida da gestante.

A audição é o primeiro sentido a despertar no feto. Os sons externos começam a ser percebidos pelos bebês a partir da 16ª semana de gestação. Com cerca de 20 semanas já conseguem reagir aos sons e depois de 25 semanas já são capazes de reconhecer os diferentes tipos de sons.

Geralmente a voz da mamãe é a primeira a ser reconhecida. Ao ouvir a voz materna, o feto se sente mais tranquilo e seguro. Por isso devemos sempre incentivar as mães a conversar com seus bebês: reserve alguns momentos para conversar com o seu pequeno, cantarolar algumas canções, ou ouvir sua música preferida. Além de fortalecer o vínculo com o seu bebê, isso pode diminuir sintomas como depressão, stress, ansiedade, além de aumentar a atividade cerebral do bebê.

A harmonia da música é muito importante. Deve-se optar por músicas melódicas, calmas e sem grandes discrepâncias de som, que possam transmitir a sensação de bem estar da mãe para seu bebê. As grávidas devem escutar música por prazer. Não adianta ouvir certa música só porque dizem que faz bem! Se não gosta, não será prazeroso e nem benéfico.

Quando, durante a gestação, a mamãe escutar com frequência determinada música (que seja agradável e prazerosa), passará essa sensação ao bebê. Assim após o nascimento, o bebê será capaz de reconhecer a música tocada durante a gestação, ficando mais calmo e tranquilo com o som que o agrada desde quando estava “dentro da barriga da mamãe”. Faça esse teste!

Indico a coleção MPBaby que possui um repertório bem variado (que vai desde canções de ninar, cantigas infantis, até U2, Beatles e Pink Floyd) e foi produzida especialmente para bebês e crianças pequenas. Uma dica bem legal para ouvir durante a gravidez, o momento do parto e depois do nascimento de seu bebê!

Camila_T

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Fernanda Floret


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