• Navegue por Localização
  • Brasil

Livros para brincar com o bebê


Livros-brincar-bebe

Ah como eu amo brincar com meu bebê! Mas confesso que nos primeiros meses fiquei sem criatividade de quais brincadeiras fazer com um bebezinho. Mãe de primeira viagem fica na dúvida se as brincadeiras e o comportamento do bebê estão na fase/ idade certa. A boa notícia é que nossa intuição é melhor do que imaginamos e várias coisas que eu fazia com o Nicolas sem nem saber que eram brincadeiras estimulantes, li depois em livros que eu estava fazendo certo.

Abaixo estão os 3 livros que comprei para me inspirar com brincadeiras para cada fase do bebê.

125 brincadeiras para estimular o cérebro do seu bebê. Usei bastante este livro! Ele é dividido em bricnadeiras do nascimento aos 3 meses, dos 3 aos 6 meses, dos 6 aos 9 meses e dos 9 aos 12 meses. As brincadeiras muitas vezes são simples daquelas que nossa intuição já sabia, como fazer bicicletinha com as pernas do bebê, brincar de escondeu-achou, mudar objetos de mãos… Mas eu gostava de ler o que a pesquisa cerebral diz – cada brincadeira no livro tem uma explicação do porquê é boa para o bebê e eu achava muito interessante aprender tudo isso! (Editora Ground)

Brincadeiras Criativas para Bebês Inteligentes. Bem dois livros, um para bebês até 1 ano e outro de 1 a 2 anos. Ótimo para nos mostrar que as melhores brincadeiras não são as com brinquedos e sim as que nós fazemos juntos com nossos filhos. Mostra brincadeiras “praticando chutes”, “exercitando o bebê”, “exercícios com as pernas”, “tocando música” e explica o benefício de cada brincadeira. Eu também adora praticar com meu bebê e entender o porquê estava sendo bom para o desenvolvimento dele. (Editora Coquetel)

Vou Brincar. Essa é minha aquisição mais recente, agora que Nicolas já tem mais de 1 ano. O livro é recomendado para crianças acima de 2 anos. É um livro de ideias para brincar e vem com 20 cartas de atividades e 3 cartas com orientações. O livro visa estimular, de forma lúdica e pedagógica, a organização do tempo criativo da criança. Cada carta sugere uma brincadeira e indica se a brincadeira é para fazer com adulto ou só a criança, o nível de dificuldade e se é para fazer dentro de casa ou fora de casa. Ótimo para atividade de fim de semana ou completar todas as atividades do livro nas férias. (Editora Pandorga)

Bésame mucho: como criar seus filhos com amor


IMG_1591

Este é um dos posts que mais queria escrever aqui no blog! Poderia começar o post dizendo que me sinto uma pessoa melhor depois de ter lido o livro Bésame Mucho, do pediatra espanhol Dr. Carlos González. Ou minha melhor definição sobre a obra – é amor em formato de livro. Mas vamos começar do começo. Tudo começou quando escrevi minha opinião (favorável) sobre o livro “Crianças francesas não fazem manhã“. Recebi muitos comentários, muitos deles contrários ao livro das “Crianças Francesas” e indicando a “criação com apego” mencionado no livro do Dr. González, Bésame Mucho. Na hora eu pensei “Ai que saco, lógico que vou criar meu filho com muito amor e apego”. Na verdade, eu continuo gostando do livro “Crianças Francesas”, mas acho que porque consigo ter o discernimento de separar o que é válido na minha vida e na cultura em que estamos inseridos. Aprendi com o livro das “Crianças Francesas” a observar bastante o bebê durante o sono, por exemplo, e acho que consigo agora saber melhor quando ele tem fome, frio, fralda suja etc. Aprendi também e quero colocar em prática quando meu filho estiver maiorzinho a oferecer o mesmo cardápio para as crianças que nós adultos comemos – lógico sendo bom exemplo de boa alimentação e não oferecendo somente “comida de criança”.

Comecei a ler o livro do Dr. González mais por curiosidade e interesse por conta do blog, afinal tinha recebido opinião de leitoras e precisava me informar. Sempre fui daquelas que acredita que o segredo é balancear tudo em termos de opinião, não ser muito radical. Logo no começo do livro (página 16) ele escreveu: “Muita gente se sente atraída por essas posições indefinidas, (…) pois está muito difundida em nossa sociedade a ideia de que os extremos são ruins e a virtude está no meio. Mas não é assim, pelo menos não em todos os casos. A virtude está, muitas vezes, em um extremo. Alguns exemplos com os quais quero acreditar que meus leitores estarão de acordo: a polícia jamais deve torturar um preso, o marido jamais deve bater em sua esposa. Você acha que esses “jamais” são extremistas demais? Será que eu deveria adotar uma postura intermediária, mais conciliadora e compreensiva, como torturar um pouquinho ou bater na mulher só quando ela tiver sido infiel? De jeito nenhum. Pois bem, da mesma maneira não estou disposto a aceitar que “um tapinha na hora certa” seja nada menos que maus tratos, nem conheço nenhum motivo pelo qual se deva dar atenção às crianças de dia, mas não de noite“. – Me conquistou na hora. Adoro quando me desafiam, quando me fazem mudar de opinião com argumentos inteligentes.

As páginas seguintes foram puro deleite, uma leitura gostosa, cheia de bons exemplos, muita irônia, risos e choros de emoção. Inúmeras vezes, lendo o livro, tive crises de riso e de choro a ponto do meu marido me olhar e falar “Vai, conta, o que foi agora no livro?“. E assim eu lia para ele o trecho do livro e começarmos a conversar sobre a melhor forma de educar o Nicolas. Foi maravilhoso. Aprendi de fato a levar a maternidade com mais leveza.

Sou grata à página 30 que fala sobre o fato de não precisarmos de manual de instruções para cuidar dos filhos. À página 63, em que ele fala sobre se você decidir não dar ao seu filho o que ele pede, que seja por um motivo racional (porque já tem muitos, ou porque é caro, ou porque faz mal), mas não simplesmente para “educá-lo a não ter as coisas sempre como ele quer. Não diga “não” ao seu filho só para aborrecê-lo. Uma criança pode estar pedindo presentes como uma prova de amor. Uma prova de amor equivocada, já que o verdadeiro amor se demonstra com respeito, contato e compreensão, não com presentes e doces. É impossível educar mal uma criança por dar a ela muita atenção, carregá-la muito no colo, consolá-la muito quando chora ou brincar muito com ela. Na página 69 e 70, sobre o sono, chorei que nem uma boba e aprendi a lidar muito melhor com o sono do bebê (foi das coisas mais lindas e coerentes que já li). Página 86, sobre a importância de dar atenção. Na página 105, a frase mais linda “O amor de uma criança é puro, absoluto, desinteressado” (em resposta a todos que acham que a criança faz adulto de bobo querendo colo, querendo atenção. O bebê só quer amor.). Aprendi tanto sobre o sono do bebê, que não são robôs e sim apenas bebês, que me sinto leve e feliz por acordar de madrugada para dar de mamar (páginas 151-154 entre muitas outras). Página 166 é sensacional para entender o lado da criança “sem limites”.

Enfim, eu poderia citar diversas passagens do livro – mas o livro é tão brilhantemente escrito que fico até com vergonha de tentar fazer qualquer comentários. Os exemplos que citei acima foram apenas alguns do que encontrei sublinhados agora enquanto folhava o livro, mas há muitos outros. O que quero dizer de verdade é que o livro com certeza me fez ver a maternidade de forma mais leve. Tudo o que precisamos é de bom senso, nos colocar no lugar do bebê/ criança, dar muito amor. Parece óbvio dizer para criar os filhos com amor e apego, mas infelizmente não é – lendo o livro você vai entender vários exemplos.

Por fim, no último capítulo, quando ele fala sobre a lembrança de felicidade que ele tem da época em que era criança, ele menciona uma música que a mãe dele cantava para ele – por acaso a mesma que eu canto para Nicolas dormir – chorei de emoção por uns 3 dias na certeza de que estou fazendo meu melhor para meu filho. Não pela música ser a mesma, mas por fazer com amor.

O livro foi lançado no Brasil neste ano de 2015 por uma ativista da amamentação e criação com apego. Este post não é publicidade, não estou ganhando nem um centavo pela divulgação do livro – paguei com meu dinheiro pelo meu exemplar e por mais outros dois que já comprei para presentear amigas. O livro somente é vendido online no site da editora. Compre o seu e depois me conte se não é verdade que se todas as pessoas tivessem a oportunidade de ler o livro, o mundo seria muito melhor e mais leve.

Editora Timo: www.editoratimo.com.br

Amor em formato de livro! – Outro ponto de vista sobre a forma de educar


Capa-EditoraTimo

“O livro que você tem em mãos não busca o “meio-termo”, mas toma claro partido. Este livro parte do princípio de que as crianças são essencialmente boas, que suas necessidades afetivas são importantes e que nós, pais, devemos a elas carinho, respeito e atenção. Quem não estiver de acordo com essas premissas, quem preferir acreditar que seu filho é um “monstrinho” e estiver procurando truques para obrigá-lo a cumprir tarefas, encontrará (infelizmente, na minha opinião) muitos outros livros que estarão mais de acordo com suas crenças.

Este livro está a favor dos filhos, mas não se deve pensar por isso que ele está contra os pais pois precisamente só na teoria da “criança má” existe esse confronto.”

 

O trecho acima, parte do livro Bésame Mucho, deixa claro que seu autor, no caso o pediatra espanhol Carlos González, é um grande defensor das crianças e do amor. Tal passagem é a favorita de Ana Basaglia, da editora Timo, responsável por trazer a publicação ao Brasil. Para quem não conhece as ideias do médico, de forma resumida, elas andam na contramão de grande parte das teorias educacionais, que estipulam dezenas e dezenas de regras. O pediatra prega que a ‘principal norma’ deve ser sempre justamente o amor incondicional! Para ele, o fato dos pais darem muito afeto a uma criança jamais terá um efeito negativo em sua vida. “A partir de fundamentos científicos, ele aproxima a mãe (e o pai) de suas crenças e de seu coração, e nos diz que as respostas estão dentro de nós, e nos dá coragem para ouvi-las e praticá-las.”, revela Ana. Designer gráfica, ativista da amamentação (ela é uma das fundadoras do grupo Matrice – Ação de apoio à amamentação) e mãe de três filho, Ana Basaglia nos conta, a seguir, um pouco sobre a sua trajetória, que inclui a criação da editora Timo, para poder trazer o Bésame Mucho ao Brasil. Confira!

Como foram seus primeiros contatos com os livros/ideias do González? Muitas teorias, ‘conselhos’ e crenças caíram por terra?

Fui apresentada ao González pela Analy. Ela foi educada fora do Brasil, já trazia essa visão de grupos de apoio dos EUA, participava de listas de discussão estrangeiras. AMEI de paixão desde o início, era como uma confirmação (das minhas escolhas), e ao mesmo tempo adorava a simplicidade com que ele sempre apresentava seus pontos de vista.

As ideias reveladas pelo dr. González em seus livros vão de encontro com grande parte das teorias educacionais mais conhecidas e difundidas. Isso causa um estranhamento nos leitores?

Sim, podem causar um certo estranhamento à primeira vista, sem dúvida. Mas acho que o González encontrou uma fórmula bem interessante para falar o que fala: ao mesmo tempo que ele usa exemplos simples e cotidianos, ele é médico e pesquisador. Ou seja, se o leitor estiver lendo o livro com franqueza (desarmado de preconceitos, por assim dizer), o texto acaba não “assustando” tanto assim no final, porque todo mundo se enxerga nos exemplos, reconhece a sensatez dos argumentos, e ainda se sente seguro com o embasamento teórico apresentado. Acho que é isso que eu mais amo nos textos do González: a partir de fundamentos científicos, ele aproxima a mãe (e o pai) de suas crenças e de seu coração, ele nos diz que as respostas estão dentro de nós, e nos dá coragem para ouvi-las e praticá-las.

Ele prega algo muito mais simples do que impor dezenas de regras: o uso do amor como método mais importante. Certo?

Exato! Minha amiga que revisou a tradução do Bésame definiu assim: “como boa aquariana que sou, você sabe que eu não gosto de regras; mas se tivesse que escolher, as ‘regras’ do González seriam as melhores”. E é isso, a principal ‘regra’ que ele apresenta é, de fato, o amor, o respeito, a liberdade (num sentido equilibrado, não-permissivo) no trato com nossas crianças.

Pode contar como e quando decidiram fundar o grupo de apoio à amamentação Matrice? 

Em 2003, durante a gestação da minha caçula, eu participava de um grupo de discussão sobre parto natural. Depois que ela nasceu, as conversas sobre parto foram perdendo força para mim, dando lugar às questões do pós-parto e, principalmente, de amamentação. Algumas mulheres desse grupo amadureceram a ideia de formar um grupo de apoio para amamentação, a fim de ampliar e aprofundar a conversa. Em 2006, então, depois de muitos debates internos, eu, Fabiola Cassab e Analy Uriarte montamos a Matrice – Ação de apoio à amamentação. Logo algumas amigas se juntaram a nós, outras saíram; hoje somos um grupo pequeno e coeso de coordenadoras, com lista de discussão no Yahoo, blog, grupo e página no Facebook e encontros semanais gratuitos no bairro de Pinheiros, em SP

As teorias de González em relação ao amor e ao afeto estão completamente alinhadas com a posição dele de defender/incentivar a amamentação, certo? Diria que tais fatos são complementares? Digo, a relação é direta e evidente?

Sim, sem dúvida! O autor acredita que toda criança tem o direito de ser tratada com amor, respeito e equilíbrio, e se faz necessário inserir o aleitamento nesse “pacote”. A amamentação só será possível, prazeirosa e eficaz, de maneira plena, se a gente lidar com ela com poucas regras, como são (ou devem ser) nossas relações de amor e afeto. Ou seja: amamentar é um direito da mulher, um direito do bebê e ninguém precisa de muitas regras — mas conhecimento e apoio são sempre bem vindos. Como ele é pesquisador desse assunto há muito tempo, ele oferece ao leitor dados científicos que desmistificam algumas das regras desatualizadas e equivocadas de outros autores — e essas informações podem fazer muita diferença na história de amamentação de cada um.

Como surgiu a ideia da editora Timo e de você mesma publicar os livros do González aqui no Brasil?

Sou designer gráfico desde sempre, tenho um estúdio próprio, faço trabalhos bacanas, estou bem satisfeita com minha profissão. Minha atuação como ativista da amamentação é uma entre minhas inúmeras facetas, algo que eu faço com paixão e voluntariamente, é minha contribuição social. Tentamos algumas vezes, como grupo de apoio, fazer a ponte entre o González e alguma editora brasileira, mas isso nunca se concretizou. Até que, em 2013, acabei decidindo mudar o CNPJ do meu estúdio de design gráfico para ser também editora e poder publicar os livros dele aqui no Brasil. Deu certo! Num baita lance de sorte, eu estava no lugar certo na hora certa, e consegui comprar (com a ajuda de uma amiga investidora) os direitos de publicação do Bésame. Assim, a editora Timo é um projeto onde pude juntar meu ativismo – refletido na escolha de bons títulos que eu sentia falta de serem publicados aqui no Brasil –, e toda minha expertise na área editorial – afinal, são mais de 20 anos trabalhando com livros, até Prêmio Jabuti eu já ganhei.

 

Como foi o processo de publicar o Bésame?

Editar livro é bem trabalhoso… Demoramos 18 meses para conseguir publicar esse livro, só lançado em julho de 2015. O Manual prático de aleitamento materno (o outro título do González) saiu um pouco antes, em novembro de 2014, lançado discretamente no ENAM de Manaus. A Editora Timo comprou os direitos junto à editora espanhola e o passo seguinte foi cuidar de toda a produção gráfica: tradução, revisão, editoração, ISBN, capa, aprovação com autor e editora, impressão, até seu lançamento no mercado. A distribuição nas livrarias é ponto nevrálgico para qualquer livro, estamos cuidando disso, tudo a seu tempo; por enquanto as vendas acontecem apenas pelo site da editora.

Você enxerga sua atuação de ativista da amamentação e mesmo a atuação da editora como uma contribuição social, certo? Pode contar um pouco sobre essa paixão e determinação…

Eu sempre achei que toda pessoa tem o dever de dar alguma devolutiva para a sociedade, que não basta cada um cuidar de si e pronto. Quando eu era pequena, minha mãe participava da APM da escola, fazia trabalho voluntário, essa contribuição social sempre permeou minha vida. Já adulta, quando engravidei da caçula, a internet me propriciou o encontro virtual com pessoas que pensavam de modo semelhante e eu me envolvi bastante com os grupos de discussão. Meu temperamento não permite que ninguém fique ditando como devo tratar um filho meu e eu ficava imaginando que mundo difícil e cheio de regras minhas meninas (principalmente elas) iam topar pela frente . Daí pro ativismo, foi um pulo! Se eu posso dizer para uma amiga (virtual ou real) que ela pode amamentar sim, que ela tem leite e seu leite não é fraco nem insuficiente, que ela pode manter seu bebê no seio sem olhar no relógio, que ela pode dormir com o bebê sem medo de fazer mal a ele, que o filho dela merece respeito e consideração mesmo sendo tão novinho, e que essas coisas são referendadas por especialistas sem conflitos de interesses (econômicos, principalmente), eu vou dizer! O que ela vai fazer na casa dela, é problema dela, mas que ela vai ouvir que esse outro modo de viver a vida é possível, ah, vai! Com relação à editora Timo, ela é uma empresa gerida por uma ativista, sem dúvida, com muitos valores em comum com meu próprio ativismo, mas que enxerga um mercado mais amplo e diverso, ainda carente de bons títulos na área de amamentação e criação com apego.

Editora Timo: editoratimo.com.br



Um pouco sobre

Fernanda Floret


  • Quem j viu o vdeo sobre como organizar o chhellip
  •  amanh! Feriado de aniversrio de So Paulo com atividadeshellip
  • Pode se emocionar com um projeto to lindo assim? Muitohellip
  • Hoje meu gostozento completa 1 ano e 10 meses Jhellip