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9 Dicas para ensinar seu filho a lidar com o dinheiro


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A redação do blog teve o privilégio de conversar com a psicanalista Juliana P. Zaroni sobre um assunto importantíssimo: formas de ensinar os filhos a terem uma boa relação com o dinheiro. Essa é uma questão que acompanhará os filhos por toda a sua vida e, por isso, é necessário cuidado para não exercer uma influência negativa. Confira, abaixo, recomendações da profissional do que se deve e do que não se deve fazer.

vdm01 Dê um bom exemplo

A dica mais importante é o exemplo dos pais. Uma criança que cresce em um ambiente de consumo desmedido inevitavelmente vai reproduzir este comportamento. Vivemos uma época em que consumir ganhou outros contornos: oferece status, promove sensação de pertencimento a alguns grupos sociais, traz um sentimento – superficial – de segurança. São muitas as armadilhas! Se quisermos que nossos filhos sejam consumidores mais críticos e conscientes, devemos ser exemplo disso. A postura dos pais frente ao consumo é a melhor maneira de ensinar o filho a ser responsável.

vdm02 Conscientize cedo

Eu sou mãe de uma bebê de um ano e meio, portanto esta ainda não é uma preocupação objetiva em relação à sua educação. Mas certamente, quando chegar o momento, a meta será dosar o consumo, preservá-la na medida do possível desta noção atual de que tudo é descartável e pode ser facilmente substituído. O que fazemos desde já, nesse sentido, é ensiná-la a cuidar de seus brinquedos ou não desperdiçar tanto papel na hora em que sentamos para desenhar juntos, por exemplo. Por mais que ainda não compreenda totalmente, é uma maneira de estimular que vá internalizando a noção de economia em um sentido mais amplo.

vdm03 Conteste a necessidade do consumo

Não é fácil para as crianças regularem seus impulsos e por isso é comum que exijam a satisfação de um desejo, como se fosse uma necessidade. É o que acontece, por exemplo, quando os pais não concordam em comprar um brinquedo ou uma guloseima e elas continuam pedindo insistentemente. Muitas vezes os pais se sentem acuados e acabam atendendo, ainda que contrariados. Nesses casos, ceder ao apelo da criança é ceder aos apelos do consumo a que estão submetidas e isso provavelmente irá se repetir cada vez mais. É fundamental que os pais sejam firmes e contestem se o filho realmente precisa daquilo, levando em conta as prioridades da família e estimulando sua reflexão crítica. Geralmente é apenas a partir da adolescência que se consegue refletir sobre o poder de escolha, suas possibilidades e consequências. Antes disso, cabe aos pais mediar a reflexão do filho.

vdm04 Shopping = lazer?

Hoje em dia, por praticidade e segurança, muitas famílias reduzem suas opções de lazer a passeios frequentes ao shopping e, como consequência disso, muitas crianças crescem associando quase que exclusivamente seus momentos de prazer ao consumo. Aproveitar as opções culturais ou mesmo ao ar livre que as cidades oferecem, como praças e parques, é uma maneira eficaz de evitar isso. O contato com a natureza e com o conhecimento pode ser muito divertido!

vdm05 Faça relações entre consumo e impacto ambiental

Estimular desde cedo uma postura reflexiva e crítica acerca do consumo muitas vezes é complicado, afinal, também nós adultos estamos inseridos nesse contexto. Uma saída interessante pode ser estimular que a criança e o adolescente reflitam sobre a relação entre consumo e impacto ambiental. Aqui entra a perspicácia dos pais em poder conversar de forma leve e simples a partir de uma observação corriqueira do filho, por exemplo, sobre como os dias andam mais quentes – ou mais frios, ou mesmo ao observar da janela do carro durante uma viagem uma área desmatada. Só vale estar atento para não transformar a conversa em um “sermão”, sob o risco de que as crianças não aguentem mais falar sobre isso!

vdm06 Mesada positiva

A mesada de fato é um bom recurso para ensinar a administrar de modo saudável o dinheiro. Quando se tem um valor limitado para gastar durante um período de tempo, a criança ou o adolescente aprende a observar suas prioridades, a distinguir desejo e necessidade, a ponderar se realmente precisa daquilo que quer e a dar valor ao que tem. Os pais devem ajudar o filho nesta reflexão, mas também é importante permitir que ele gaste seu dinheiro com algo que os adultos não considerem tão útil, assim poderá conquistar autonomia ao pensar no melhor destino para o seu dinheiro.

vdm07 Mesada negativa

Um erro bastante comum é repor a quantia da mesada quando esta acaba antes do final do mês. Flexibilizar o valor mensal a partir dos gastos da criança ou do adolescente promove a sensação de que os gastos sempre poderão ser supridos, quando o ideal é ensiná-los a lidar com limites financeiros. Essa situação é semelhante a que os adultos enfrentam ao parcelar compras e ter de lidar com valores mais altos do que conseguem arcar, se endividando cada vez mais.

vdm08 Autoestima X bens materiais

Um argumento muito utilizado pelos filhos ao tentar convencer os pais a comprar algo é que todos os colegas já têm e ele é o único diferente. Quando o adulto cede a este argumento, não está ensinando o filho a valorizar seus recursos pessoais, mas sim estimulando-o a associar sua autoestima a bens materiais. Os pais devem ensinar outras maneiras de mostrar-se interessante ao grupo.

vdm09 Controle no mundo virtual

O acesso fácil a sites de compras de jogos e aplicativos, principalmente, é uma queixa comum a alguns pais que me procuram. As famílias veem o uso da tecnologia como um aliado (no sentido de que estimula o raciocínio, oferece acesso ao conhecimento), mas percebem que as crianças e pré-adolescentes não têm repertório para dosar isso: estão em fase de formação. Especificamente quanto ao consumo, eles se queixam de que muitas vezes os filhos não conseguem escolher o que comprar e acabam se excedendo e a fatura do cartão de crédito assusta no final do mês. Não me parece interessante que crianças e pré-adolescentes tenham acesso ilimitado às senhas das contas dos pais e possam comprar o que bem entendam na internet (muitas lojas online, como a Apple, recomendam que se peçam informações que só adultos possam responder no momento das compras de aplicativos destinados a este público justamente para evitar surpresas desagradáveis). O ideal, então, é que não tenham acesso livre às contas até certa idade, que os pais possam ter o controle de tudo que se compra online e aproveitem para ir mostrando aos filhos que não se pode ter tudo o que se quer, que precisamos questionar se realmente precisamos daquilo que desejamos. No caso dos mais velhos, ou mesmo das famílias que não consigam este controle em tempo integral, uma ideia interessante seria acertar com os filhos um valor limite que eles possam utilizar nestas compras por mês. Assim o filho já estará exercitando uma prática consciente de consumo também no ambiente virtual.

Educação financeira para crianças | dicas sobre conscientização e economia!


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A fim de reunir dicas para ensinar os filhos a lidarem com o dinheiro, a redação do blog procurou uma especialista no assunto: a educadora e socióloga Gisela Wajskop, que soma uma longa trajetória em salas de aula e que, atualmente, comemora a abertura da sua própria instituição de ensino.

A conversa se desdobrou em uma importante reflexão sobre economia e sobre como conscientizar os nossos filhos da importância dela. A tão conhecida frase “A educação começa em casa” mais uma vez fez presente, e poderíamos inclusive somar à ela ainda uma observação: “A educação começa em casa – e as lições estão em atividades cotidianas!”. Confira, a seguir, as percepções da educadora quando o assunto é: trabalho, esforço, desperdício, dinheiro, mesada e mais.

DESPERDÍCIO EM CASA

A educação financeira deve começar desde cedo, certo? Pequenas lições do cotidiano, como ensinar o filho a apagar a luz e a fechar a torneira, já são uma introdução?

Gisela Wajskop: Acho que mais do que uma educação financeira as crianças precisam ser educadas para prestar atenção no que fazem, para não desperdiçarem tempo, trabalho e energia. Ou seja, se a criança, desde cedo, aprende a usar a luz apenas o tempo que precisa para deixar o ambiente iluminado ou aprende a usar apenas a quantidade de água necessária para lavar as mãos, lavar uma panelinha ou dar banho em seus brinquedos, elas poderão entender que estarão fazendo uma poupança de energia. Esse fato vai ajudá-las a desenvolverem a consciência de que o desperdício acaba impactando na economia o que já é uma consequência saudável. Eu ainda me lembro de quando era bem pequena e meu pai saia pela casa apagando as luzes acesas em ambientes vazios da casa dizendo: quem aqui é sócio da Light? (Cia de energia à época). No início a gente não entendia direito a brincadeira, mas pudemos entender que isso significava desperdiçar algo e que sua consequência era gastar mais dinheiro.

DINHEIRO X TRABALHO

Existe uma idade/faixa etária ideal para ensinar as crianças a lidarem com o dinheiro palpável?

Gisela Wajskop: Acho que aprender a economizar e a poupar são atitudes mais amplas do que a relação com o dinheiro propriamente dita. O dinheiro é uma representação de esforço, trabalho e tem valor de troca. Quando as crianças são pequenas é melhor que entendam o significado do esforço, do trabalho e dos valores de troca que as coisas têm. Por exemplo, posso dizer para uma criança de 3 anos que não vou comprar um determinado brinquedo pois terei de trabalhar muito tempo para consegui-lo enquanto outro, que é até mais legal e tem mais utilidade posso comprar trabalhando menos tempo. Se as crianças forem entendendo essas relações penso que a partir de 6/7 anos quando elas estão desenvolvendo suas representações gráficas (começam a escrever convencionalmente, por exemplo) podemos introduzir o dinheiro como objeto de uma educação financeira propriamente dita.

Quais formas de começar a ensinar as crianças a cuidarem do dinheiro palpável você sugere?

Gisela Wajskop: Bem aí vai da relação de cada família com o dinheiro. Podemos levar as crianças junto quando formos pagar a compra da padaria ou do jornaleiro por exemplo, mostrando-lhes que pagamos com determinadas notas que valem 5, 10, 20, etc. reais e mesmo assim recebemos um troco. Podemos propor para as crianças que comecem a juntar esse troco até atingir o valor de um pãozinho, de uma revistinha, por exemplo. Assim, elas irão compreender que economizar depende de tempo, de esforço e que o resultado disso tudo tem valor de troca. Só depois aconselho a oferecer um cofrinho.
MESADA

Quando acha que os pais devem começar a dar mesada para os filhos e como controlar isso?

Gisela Wajskop: Acho que a mesada deve ter uma função. Por exemplo, se as crianças precisam comprar lanche na escola ou querem comprar um brinquedo caro ou querem oferecer um presente a alguém da família, podemos propor um valor (baixo) de mesada para que elas possam ir entendendo quanto e como gastam. Penso que a mesada deve ter início aos 8 ou 9 anos, nunca antes disso. O dinheiro deve ter equivalente em objetos e não pode ter valor em si.

Quais os perigos de entregar um cartão de crédito/débito para adolescentes?

Gisela Wajskop: Acho equivocado e essa oferta sugere todos os perigos possíveis. Quando entregamos um cartão de débito ou crédito a um adolescente dizemos a eles que o dinheiro é mágico, vem de um lugar sem valor de trabalho e de esforço e não tem fim. Por isso, a tendência dos adolescentes é a de gastar mais do que podem. Os cartões só tem função para quem trabalha e guarda e consegue administrar como gasta seu dinheiro. Nunca dei cartão aos meus filhos, mesmo para o mais novo que já é um jovem adulto. Ele tem uma conta no banco, na qual cai mensalmente um valor visível e suficiente para fazer seus pequenos gastos e que ele deve administrar. Quando lhe falta ou sobra dinheiro ele pode ir fazendo escolhas do que fazer com o dinheiro. O importante é que ele perceba que é responsável pelo saldo que tem no banco!

E A ESCOLA?

Como as escolas lidam com esse tema no Brasil? E no exterior?

Penso que damos pouca atenção para isso no Brasil. Por exemplo, porque as crianças não levam o cheque da mensalidade a partir dos 12 anos? Elas sabem quanto custa a escola que frequentam? Os passeios? Os lanches da cantina? No exterior existem algumas experiências. Por exemplo, na Inglaterra a educação financeira é parte do currículo da educação fundamental e é trabalhado em sala de aula a partir dos 7/8 anos. Nos países ricos existe a cultura da poupança e a consequência direta é que as crianças discutam isso na escola. Nós ainda precisamos desenvolver uma cultura da poupança, de gastar menos do que ganhamos para podermos fazer escolhas posteriores. Isso pode ser conteúdo escolar desde que não seja moralizado e tenha relação com a vida real. Do contrário não passará de mais uma retórica.

10 Dicas para escolher a escola infantil


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As dicas abaixo são baseadas na minha experiência pessoal escolhendo a escola infantil para meu filho de 1 ano.

Quando comecei a pesquisar escolas infantis, me encantei com o assunto. É maravilhoso cuidar da educação de nossos filhos, fazendo nosso melhor para que sejam boas pessoas e bons cidadãos. Para avaliar a melhor escola para meu filho, estes foram os pontos que considerei:

1) Localização perto de casa ou trabalho: no meu caso, em que Nicolas vai ficar apenas o período da manhã na escolinha, não faz muito sentido perder tempo no trânsito na ida e na volta. Principalmente na volta, quando ele está cansado, quero chegar logo em casa para dar o almoço e daí ele dormir (se for longe, vai dormir no carro antes de almoçar e bagunçar os horários).

2) Área de brincar: convenhamos que os bebês vão para escola para brincar – através das brincadeiras aprendem várias habilidades. Acho importante ter área externa, contato com natureza. O que mais amei na escola escolhida foi o bom espaço externo para brincadeiras.

3) Método Educacional: no Brasil, os principais métodos educacionais são o tradicional, construtivista, montessoriana ou waldorf. Dentro de cada métodos também existem variações de escola para escola. Portanto o melhor é você perguntar exemplos de como é feito a educação na prática. Vou compartilhar um exemplo que me foi contato por uma coordenadora pedagógica e achei bom para ilustrar a diferença do método tradicional e construtivista. No método tradicional, o professor é a figura principal e fonte de todo ensinamento. Numa atividade sobre “quais bichos existem no jardim”, o professor ensina para os alunos quais bichos se encontram no jardim. Já no método construtivista, ao invés do conhecimento passar do professor para o aluno, o professor estimula o aluno a pensar e descobrir por ele mesmo. Todos os alunos vão ao jardim para descobrirem na prática quais bichos vivem lá. Vale a pena pedir exemplos para a coordenadora pedagógica sobre como a escola conduz o ensinamento e veja qual você se identifica mais.

4) Diversidade e foco na felicidade: Fui em escolas em que a coordenadora estava focada em falar que os alunos dali depois entravam com frequência da escola “X” bilíngue muito famosa. Sobre outras escolas, escutei de amigas casos bizarros de preconceito para pais homossexuais. Eu quero que meu filho cresça com diversidade de pessoas e meu foco não é entrar na escola X ou Y e sim em ele ter uma infância feliz. Uma educação cheia de carinho, apoio, brincadeiras e alegria. Quando você tem um foco, fica mais fácil identificar o que não gosta em algumas escolas.

5) Variedade de atividades: Não acho que deva estressar um bebê com um monte de atividades. Lembrando que estamos falando de um bebê de 1 ano, o importante é ter vínculo emocional, brincar e descansar. Mas lógico que a variedade de atividades na hora certa para desenvolver novas habilidades do bebê de acordo com a faixa etária. Gostei que a escola de aula de musicalização, aula de inglês, artes e culinárias para contato com alimentos diferentes.

6) Alimentação: Quem me acompanha no instagram já percebeu que dou muita importância para alimentação saudável.  O almoço é em casa, mas durante o período na escola é servido lanche. Me preocupei em conhecer a cozinha e cardápio do lanche, e um ponto importante foi saber a preocupação com lanche saudável como mini pão francês integral com patê de ricota e cenoura e suco verde com abacaxi e couve. Muito feliz que na escola do Nicolas é servido lanches assim!

7) Instalações: Apesar de todas as escolas que eu visitei serem conhecidas como ótimas escolas, em algumas eu particularmente não gostei das instalações. Algumas são casas cheias de escadas, outra tinha uma quadra esportiva no meio das classes e era uma barulheira sem fim. Acho importante reparar nos móveis da classe, na qualidade dos brinquedos, nos espaços de brincar, se tem biblioteca, na proteção e segurança.

8) Participação dos pais: Eu não quero ser uma mãe que apenas paga a mensalidade escolar e pronto. Eu quero me envolver com o dia a dia da educação do meu filho. Por isso, uma qualidade da escola que me conquistou foi os pais poderem ir na escola, em dias combinados, para contar história para toda a classe.

9) Saber para quais tipos de alunos não é essa escola: Falar bem da escola, é sempre fácil para a coordenadora pedagógica que trabalha ali. Pergunte sobre os casos de alunos que não se adaptaram na escola. Ou para qual tipo de aluno não é a escola. É uma boa forma de avaliar a escola. Pergunte também para suas amigas o que as fizeram optar pela escola A e não a B. É sempre uma boa forma de ter mais argumentos para sua decisão.

10) Empatia com a Coordenadora Pedagógica: eu considero empatia muito importante, afinal é para essa pessoa que você vai confiar a educação do seu filho na escola. Quando a gente visita uma escola pela primeira vez, ainda não sabemos quem será a professora de nosso filho, então o espelho da escola é a coordenadora pedagógica. Eu acredito muito em empatia, até para nós mesmas nos sentirmos seguras sobre a decisão e passar essa segurança para os filhos.



Um pouco sobre

Fernanda Floret


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