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A experiência do desfralde

A Bia é a mãe da Luana, de 2 anos, e veio contar pra gente a experiência dela com o desfralde.

Toda vez que conversava com alguém sobre o desfralde, logo ouvia: preste atenção aos sinais. E fui pesquisar os tais sinais. Descobri uma lista de dicas que deve ser verificar antes, para ver se seu filho está ou não preparado para iniciar o processo de desfralde. Porque é um processo, mas eu não sabia. Eu percebi que se fosse esperar a Luana completar a tal lista, só iria começar a desfraldá-la com 18 anos. Está aí o primeiro erro – A ansiedade. Por mais que estejamos preparadas para que ela faça xixi no chão, é muito difícil não parecer frustrada quando isso acontece. Voltando à lista, como ela atendia a maioria dos requisitos, comecei. A primeira dificuldade é saber com qual objeto a criança vai se adaptar melhor. Compramos um “troninho” lindo pra ela, só faltava falar e ela odiou. Com isso recuei. Segundo erro – Não dá pra fazer um ioiô com o desfralde. Isso confunde a cabeça da criança. Compramos, então, uma tampinha para colocar no acento sanitário. Colocamos uns adesivos e ficou simpático, ela gostou. Forrei os sofás com plástico, tirei o tapete do chão e passei a acompanhá-la. Constantemente perguntava se queria fazer xixi. Terceiro erro – o desfralde tem que ser uma coisa natural e não um circo. Além disso, perguntar a todo instante se a criança quer fazer xixi, significa que quem está treinado é você e não ela. Minha maior preocupação era não causar nenhum trauma e também não forçá-la a nada.

Depois de 2 semanas não tive muita evolução e resolvi conversar com uma psicopedagoga. A Luana está começando a falar, mas ainda não verbaliza sua vontade em fazer xixi ou coco e esse foi o principal motivo pelo qual fui aconselhada a desistir. Confesso que foi um alívio, pois é muito grande a preocupação em estar fazendo a coisa certa e por mais literatura que se tenha, cada criança é um caso. Agora ela está indo para escolinha e a diretora me tranquilizou que eles cuidarão disso. Junto com outras crianças tudo fica mais fácil e até divertido. Sei que como mãe queremos fazer tudo, mas o que essa tentativa me ensinou é que certas questões podem ser cuidadas por quem tem experiência e prática no assunto e a gente não precisa se sentir culpada por isso!

Envie sua história real, foto, nome da mamãe, papai e filhote para real@vestidademae.com.br



Um pouco sobre

Fernanda Floret


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