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Uso da tecnologia na infância | 8 recomendações médicas


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“Mais atividade ao ar livre e menos tela”. Com tal frase, que é uma recomendação da Academia Americana e Brasileira de Pediatria, a médica pediatra e homeopata Dra. Márcia Varejão iniciou o nosso bate-papo sobre o uso de aparelhos eletrônicos na infância. A redação do blog entrou em contato com a profissional para levantar uma questão cada vez mais urgente: os problemas provocados pelo uso excessivo da tecnologia, especialmente nas crianças. Confira, a seguir, importantes recomendações da profissional.

vdm01 Entenda os principais problemas
“O uso excessivo deste tipo de produto, de acordo com a idade, pode provocar problemas de atenção, ansiedade , dificuldades na escola, distúrbios de alimentação e do sono.”

vdm02 Atenção redobrada nos primeiros anos de vida
“Antes de interagir com telas e máquinas, a criança precisa se relacionar com o próprio corpo, conhecer-se e aprender a sociabilizar. Recomenda-se que os menores de dois anos fiquem bem longe dessas tecnologias.”

vdm03 Incentive as atividades psicomotoras
A inteligência das crianças precisa de um alicerce, que é feito pelo aprendizado de atividades psicomotoras, como encaixar objetos, tocar em diferentes consistências, andar de pés descalços. O fato de ficar com os eletrônicos causa uma passividade, que pode comprometer também habilidades motoras, como o engatinhar, andar, correr, jogar e até equilibrar-se. O fato de ficar no seu próprio mundo não estimula a socialização podendo atrasar a fala e a comunicação.”

vdm04 Tecnologia X problemas de sociabilização
“A tecnologia pode se tornar a única resposta da criança para lidar com a frustração, a tristeza e outros problemas. O resultado disso é um isolamento da criança na sua própria casa.”

vdm05 Estabeleça horários e lugares certos para o uso

“Cabe aos pais seguirem de perto os seus filhos. Evitar computador e TV nos quarto da criança pode ajudar, foi o que fiz com os meus filhos. A condição de usar eletrônicos sempre próximo dos pais pode ser uma ajuda. Se a criança insistir em usar, por que não propor uma brincadeira saudável em família?”

vdm06 Atenção a conteúdos apropriados

“Acho essencial que os pais acompanhem de perto o conteúdo dos jogos que os filhos estão olhando. Uma outra recomendação da Academia é a de evitar jogos agressivos antes dos 6 anos de idade.”

vdm07 Seja um bom exemplo

Outra dica importante é avaliar se os próprios pais não estão usando em demasia os seus próprios eletrônicos. Nós pais somos os exemplos vivos, não adianta apenas falar se, na prática, não cumprimos”.

vdm08 Converse com médicos e educadores
“Faço consultório há 30 anos e vejo que é essencial que nós médicos e educadores estejamos dispostos a discutir esse assunto durante a consulta e orientar os pais.

 

A entrada da criança na escola

Por: Thatiane Kaufman

“… E todo mundo quer
E todo mundo quer saber
De onde vem
Pra onde vai
Como é que entra
Como é que sai
Por que é que sobe
Por que é que cai
Pois todo mundo quer…”
(Trecho da música Toda criança quer – Péricles Cavalcanti)

A entrada na escola é um momento muito importante na vida de uma criança e sua família. É como se fosse, metaforicamente falando, um novo nascimento!  É tão importante que todo mundo quer saber a resposta para a pergunta: Como escolher a escola para meu filho?

De antemão posso garantir que não existe uma escola ideal, mas muitas escolas ideais. Cada família deve buscar aquela que corresponda às suas expectativas.  E como saber se correspondem às minhas expectativas? Bom, este é um longo caminho a ser percorrido. Vejamos:

1. Conhecer os princípios que norteiam a prática pedagógica e como eles funcionam no dia a dia.

Muitos já devem ter ouvido falar em diferentes concepções de escola, denominadas como: “tradicional”, “construtivista”, “montessoriana” ou “waldorf”.

Neste post não vou falar de cada uma delas, pois acredito que, mais que teorizar sobre as diferentes abordagens, esta seria uma pesquisa complementar para quem tem interesse em se aprofundar no assunto. O importante é olhar para a escola em questão com olhos limpos, sem rótulos ou predeterminações.

2. Observar o que nesta escola vai ao encontro do que você acredita.

Para conferir, um dos primeiros passos é agendar uma visita presencial e/ou uma entrevista com a coordenadora.

Na ocasião é muito importante observar o funcionamento da escola como um todo, por exemplo: suas regras e diretrizes, espaço físico, rotina, organização do espaço, a relação dos pais com a escola,  a proposta curricular e de que forma se dão as aprendizagens, entre outros.

3. Buscar informações sobre a escola através de outras fontes.

Ouvir indicações de amigos pode ser uma das referências, mas com certeza não deve ser a única. Pode ser que uma escola considerada ótima para uma família não cause a mesma impressão para outra. O importante é haver “um bom casamento” entre escola e família, pois ambas devem ser parceiras. Para isso deve haver uma linguagem comum na casa e na escola; que elas compartilhem valores e princípios semelhantes. Por exemplo: não adianta procurar uma escola que priorize o contato com artes plásticas e não gostar que a criança volte para casa com o uniforme sujo de tinta. Ou optar por uma escola que trabalhe com educação nutricional e querer levar lanche de casa.

Embora os pais façam a escolha da escola com a intenção de ser uma escolha para vida toda, é importante que deixem aí um “canal aberto” para futuras reflexões e questionamentos. Às vezes uma escola pode ser mais adequada para uma etapa ou um contexto da vida daquela família, e depois ser outra. Os pais devem se permitir reavaliar e repensar a escola escolhida sempre que acharem necessário.

O importante é observar seu filho: ver qual a relação dele com a escola, se está aproveitando e se desenvolvendo. Se você está satisfeito com a escola também. E se sentir necessidade, lembrar da possibilidade de uma mudança.  Se isto de fato for feito, não significa que a escolha anterior foi equivocada. Significa que ela fez sentido em um determinado momento e que os pais estão atentos e abertos a mudanças.

Por fim, para ter certeza se esta escola é a ideal para seu filho e sua família, você deve se fazer a pergunta: O que é prioridade para mim? Será que é uma escola com período integral porque você trabalha o dia todo? Será que para você prioridade é ter língua estrangeira desde pequeno?  Ou você prioriza o espaço, a relação da infância com o brincar, o contato com a natureza? Ou ainda uma escola que trabalhe com educação inclusiva, pois você julga importante o contato com a diversidade?

Pense, reflita, questione. Você deve ter em mente o que essa escola pode ofecerer ao seu filho, que tipo de pessoas essa escola está disposta a formar. Na própria visita você vai notar se há essa afinidade de pensamento e, ao meu ver, isso é o mais importante. São somente as suas respostas que poderão lhe dizer qual é, de fato, a escola ideal para seu filho.

Thatiane Kaufman é psicóloga e pedagoga e trabalha em educação há mais de dez anos.  Atualmente atua como professora e acompanhante pedagógico na Escola Viva. e-mail de contato: thatykaufman@yahoo.com.br



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Fernanda Floret


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