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5 exercícios para desenvolver a linguagem dos filhos


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Você sabia que o acesso à linguagem ocorre antes mesmo do nascimento? “A partir do quinto mês de gestação, a criança já está apta a ouvir a voz da mãe e deve ser estimulada através de conversas, canto, entre outros tipos de intervenção.”, revela a fonoaudióloga Débora Granha, durante a conversa com a redação do blog. Procuramos a profissional especialista no assunto para reunir exercícios eficientes para quem deseja estimular a linguagem dos bebês. Confira, a seguir, uma série de recomendações do que se deve – e do que não se deve – fazer.

vdm01 Observe as vocalizações do bebê e procure imitá-las
Quando ainda bebês, os pais devem incentivar o balbucio ou vocalizações, que são aqueles sons praticados pelos bebês (agu, mama, dada), ainda sem intenção comunicativa. Devem observar em que momentos os bebês o fazem e quando possível, imitá-los, logo após sua produção. A imitação faz com que haja um reforço do ato acústico-articulatório e auxilia no aprimoramento deste processo.

vdm02 Brinque com seu filho!
Infelizmente, os tempos atuais nos afastaram das brincadeiras naturais. É através do brincar que a criança descobre o mundo. É através de trocas interacionais entre adultos e crianças que a linguagem deve ser enfatizada. A hora do banho, da refeição, idas ao parquinho, entre outros momentos, devem servir de base para construção do diálogo. As ações devem ser envolvidas por palavras de forma natural; é um ato de brincar.

vdm03 Procure interpretar as ações e emissões da criança
Mesmo que a criança ainda não se comunique verbalmente, os pais devem dar continuidade a uma situação em que a criança teve a intenção de se comunicar, mesmo que não a compreenda. Como, frequentemente, observamos crianças que puxam a mãe pelo braço e a levam próximo ao bebedor. A mãe deve dizer: “Ah, você quer água? O que você quer? Vamos ver se água está gelada?”, sempre dando chances para que a criança verbalize.

vdm04 Cante
Cante músicas infantis folclóricas, invente melodias, faça brincadeiras musicais. A criança tem musicalidade e, por ter uma prosódia diferente da fala, a música chama a atenção da criança. Quando a criança ainda é pequena podem ser usados gestos para dar mais significado ao que é cantado. Mas, atenção, tem que usar a voz, não vale colocar o som pra criança ouvir.

vdm05 Conte histórias
Faça uso das narrativas de histórias infantis. Lembre-se que contar é diferente de ler. O contar envolve a modificação de voz dos personagens, uso de interjeições e exclamações, além da possibilidade de reinventar o conto. A criança deve ser envolvida pela história. E, se, ela já escutou aquela história, melhor ainda, convide-a a participar. Podem ser feitas perguntas, deixando espaço para ela completar a frase. Como no exemplo: “Ai o lobo vai assoprar, assoprar até a casa …..?” (derrubar)

10 brincadeiras para fazer em casa com as crianças


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Sua casa pode virar um parque de diversões! Além de influenciar diretamente a aprendizagem e o desenvolvimento dos filhos – em campos como a coordenação motora, o raciocínio e a percepção -, o ato de brincar cria uma conexão emocional, afetiva, amorosa e de trocas entre o pequeno e seus familiares. Não é preciso muito: os pais ou responsáveis podem inventar brincadeiras simples, divertidas e envolventes em sua própria casa. Pensando nisso, listamos algumas atividades ideais, que podem ser feitas no conforto do lar.

Cabaninha em casa
Você não precisa de praticamente nada para construir uma cabana dentro de casa, onde seu filho pode brincar com você ou os amiguinhos. Alguns lençóis e travesseiros costumam dar conta do recado. Outra sugestão é usar caixas de papelão na brincadeira, vale até retirar o fundo delas e conectá-las, criando assim um labirinto, onde a criança pode entrar.

Atelier botânico
Compre alguns vazinhos ou separe um espaço no seu jardim. Convide o pequeno para plantar com você, explicando cada etapa do processo. Estimule-o a mexer na terra, cavar o buraco e posicionar as sementinhas ou mudas no espaço. Ensine-o a regar. Vale também comprar tinta plástica e, antes de começar o processo do plantio, enfeitar os vazinhos!

Brincando de pirata
Aprenda a fazer barquinhos de papel e chapéus de pirata de origami. Encha a banheira, a piscina inflável ou o tanque com água e convide os pequenos para entrar na brincadeira, incentivando-os a soltar a sua imaginação. Dica: faça uma competição de velocidade com os barquinhos, soprando-os de uma borda à outra.

Pequeno artista
Não é novidade que as crianças adoram brincar com tinta. Esse tipo de brincadeira estimula ainda seu desenvolvimento motor e cognitivo. As tintas guache são as mais utilizadas, mas lembre de retirá-las da pele do pequeno quando a diversão chegar ao fim. Sugestão: compre uma grande cartolina ou junte várias folhas sulfites no chão e deixe as crianças colorirem. Para entrar na brincadeira, você pode pintar rostos sorridentes nas mãos dos pequenos.

Pinte ovos de galinha!
Essa brincadeira é divertida sempre, e, na época da Páscoa, fica ainda mais especial! Os ovos podem ser usados cozidos (assim fica mais difícil de quebrar) ou vazios (faça um pequeno furo nas duas extremidades e deixe o líquido escorrer. Se não funcionar, use uma agulha de costura para furar a gema). Com o guache ou outra tinta, desenhe listras, bolinhas, flores, rostos ou o que você e a criança sentirem vontade.

Bolhas de sabão
As crianças simplesmente adoram assistir as bolhas de sabão voando pelos ares e estourando. Além disso, é importante convidá-las para soprar junto com você! Usando alguns materiais que você com certeza tem na sua casa você consegue fazer até bolhas gigantes, aprenda nesse tutorial do WikiHow. (http://pt.wikihow.com/Fazer-Bolhas-de-Sab%C3%A3o-para-seus-Filhos)

Estátua e dança
Essa brincadeira não exige basicamente nenhum material. Tudo o que você precisa é de um rádio ou do seu próprio aparelho de celular. Escolha músicas animadas e convide a criança para dançar. Para deixar mais divertido, faça pausas na música, fale “estátua” e se divirta com o pequeno tentando ficar parado.

Mini chef
Criança na cozinha é uma combinação que preocupa 100% das mães, mas existem algumas brincadeiras saudáveis e sem riscos que podem ser feitas com os pequenos. Para isso, as receitas não devem ser muito complexas e nem envolver o uso de fogo e de materiais cortantes. Duas ótimas opções são: wraps (sanduíches frios enrolados no pão sírio) e bolos de caneca, que são feitos no microondas.

Caça ao tesouro
As crianças adoram mistérios e, se no final dele ainda existir um “tesouro”, ou seja, uma recompensa, a diversão está garantida. Escolha um tesouro e escreva as pistas no papel. Vale colocá-las em lugares que as crianças gostam ou, por exemplo, na caixa de cereal… Se os pequenos ainda não souberem ler, faça isso você mesma!

Leia uma história pra seu bebê
Essa brincadeira é uma das mais calmas, porém pode ser tão estimulante e divertida quanto as outras. Quando você lê uma história para o seu filho, ele imediatamente começa a imaginar um universo dentro da sua mente, se concentra (ao menos um pouco, rs) na narrativa, aprende palavras e o melhor: se sente seguro e protegido, já que você está 100% dedicada a ele naquele momento. E, ainda por cima, escuta a sua voz, algo que ele tanto ama!

Vamos falar sobre brinquedos, bebês e afeto?


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Uma feliz mudança de rumo! Quando pensamos este texto, a intenção inicial era falar sobre brinquedos educativos ideais pra diferentes faixas etárias, desde os primeiros meses. Para explorar com propriedade o assunto, decidimos conversar com um profissional especialista no assunto, no caso a socióloga Gisela Wajskop. Foi exatamente nesse momento que fomos conduzidos – felizmente! – para uma reflexão muito mais profunda sobre a relação entre bebês, brinquedos e afeto familiar. Entenda a seguir!

No 1o ano de vida as mães devem priorizar brinquedos sem excesso de informação ou de barulhos? A que se deve atentar nessa fase?
Os bebês nascem fundidos em suas mães e vice-versa. Ou seja, no início, mães e bebês são uma coisa só. Assim, penso que o mais importante nesse período é que as mães estejam disponíveis para seus bebês, sintam-nos e observem-nos bastante, de maneira a facilitar que a fusão existente possa gradativamente rumar a uma separação confiante. Nesse período tem início um processo de separação entre os bebês e suas mães cujo sucesso vai depender de uma comunicação amorosa e compreensiva que parta do adulto. A fusão e a separação serão a marca desse período que deve durar, mais ou menos até os 3 anos. Olhar no olho, conversar, interpretar para o bebe o que está se passando ao seu redor é a melhor ferramenta que uma mãe pode oferecer para seu filho nesse período.

Nessa direção, a oferta de objetos e brinquedos é mais uma das atividades que a mãe poderá oferecer para seu filho. Assim, muitas vezes, o primeiro objeto que facilita que o bebê se entretenha sem a presença da mãe pode ser a fralda usada no momento da amamentação, um paninho ou um bonequinho de pano, espuma, etc. Esse objeto, que ajudará o bebe no processo de separação com a mãe poderá ser oferecido por qualquer adulto, lembrando-se que o objeto será escolhido pelo bebê quase que espontaneamente.

Com relação a outros objetos que ajudem os bebês a desenvolverem curiosidade pelo mundo ao seu redor e que possam ajuda-lo a interessar-se por manipulá-lo, morde-lo, jogá-lo, observá-lo todo objeto é adequado desde que o bebê se interesse por ele, lembrando que é o vínculo com  a pessoa que lhe ofereceu que acaba sendo o mais importante. Muitas vezes o molho de chaves que o pai apresenta para seu bebê quando chega em casa pode ser o objeto mais interessante ao longo de meses, pois representa, além do barulho as chaves, a possibilidade de brincar com o pai. Um objeto sozinho não significa nada para o bebê fora de um contexto emocional e afetivo amoroso e de trocas.

Ainda sobre o 1o ano de vida, existe uma diferença muito grande de interação da fase em que o bebê não senta para a que ele começar a sentar, certo? Qual mudança acontece nos brinquedos nessa fase, o que as mães podem começar a introduzir para entreter e estimular os pequenos a partir do momento em que ele começa a sentar?
A diferença existente nesse período é em relação a autonomia da criança. Sentar significa poder controlar seu próprio corpo e também ter maior preensão de objetos. Ainda na mesma direção da pergunta anterior, observar seu bebê, interpretar sua forma de ser é o que irá guiar as mães. Explorar suas preferências é uma brincadeira em si.

Será que meu bebê gosta de massinha, de amassá-la ou prefere empilhar blocos? Tocar um tamborzinho ou cascas de cocos comprados em conjunto na feira? Folhear em conjunto um livro ou esconder-se atrás de um paninho? Na realidade, entreter os bebês apenas com objetos, sem ajudá-los a escolher o que preferem numa relação de troca afetiva é consumo puro. Além disso, as mães precisam acreditar em suas intuições em relação aos seus bebes. Se ela gosta de desenhar e pintar, oferecer tintas e experimentar junto com seu bebe pode ser excitante para ambos. Deixem as intenções pedagógicas para a escola!

E quando ele começa a engatinhar e andar, o que sugere?
Nessa fase, as crianças começam a interessar-se por tudo que existe na casa e ao redor. Empurrar e puxar objetos, entrar em caixas de papelão, empurrar carrinhos de boneca, são boas opções.

Quando o bebê ultrapassa os 18 meses os brinquedos mais interativos, como instrumentos musicais, entram em cena, certo? Quais brinquedos julga ideais?
No meu entender definir as crianças de maneira tão estreita nas idades mais atrapalha do que ajuda. As crianças reais têm características particulares, no interior das faixas etárias, que são diferentes. As faixas etárias são flexíveis, o que significa que algumas crianças andam aos 10 meses e outras aos 1,5 ano, o que significa pouca coisa no desenvolvimento de cada uma. Revela, no entanto, diferenças de personalidade, de interesses e de habilidades.

Assim, algumas crianças podem interessar-se por blocos aos 1,5 ano enquanto outras preferem instrumentos musicais. Precisamos estar disponíveis para oferecer brinquedos variados que, mais do que serem importantes para o desenvolvimento de nossos filhos, nos atraem e atraem a eles. As escolhas pelos brinquedos devem ser guiadas pela prudência e pela disposição em brincar com as crianças, ajudando-as em um primeiro momento. Quebra-cabeças são interessantes, desde que que não haja pressão para que a criança execute a tarefa com uma alta expectativa de acerto.

Muitas vezes, o que esperamos que uma criança faça com um objeto não é exatamente o que ela fará com ele. Deixe as instruções e aprendizagens para a escola. Nessa faixa etária ler pequenas histórias, brincando com os sons e gestos dos personagens é uma atividade estimulante e interativa!

Como enxerga o uso do iPad e de outros brinquedos de tecnologia nos primeiros anos de vida? Eles atrapalham a socialização da criança, as afastam de atividades físicas, por exemplo?
Penso que tanto o uso do Ipad e outras bugigangas tecnológicas tem a mesma função que um bom brinquedo, se ofertado em hora adequada e em uma situação amorosa de trocas e invetigações. Se, no entanto, forem oferecidos para deixarem as crianças entretidas, como uma “babá barata” eles farão muito mal para as crianças. O problema associado à socialização das crianças e das atividades físicas tem mais a ver com a forma como são ofertados e o uso que se faz deles do que os próprios objetos. Um casal que vai ao restaurante e que fica todo o tempo no Facebook, por exemplo, é mais perverso em relação aos filhos do que o próprio Ipad. Ao contrário, jogar um joguinho juntos, desligar e propor dar um mergulho juntos no mar não atrapalha em nada, ao contrário, revela o quanto os objetos estão a nosso dispor quando queremos e decidimos.

Em qual faixa etária e como (dosagem) introduzir eletrônicos e tecnologias na vida das crianças?
Acho isso muito pessoal mas eu, por exemplo, dei o primeiro celular ao meu filho quando ele fez 13 anos. Mas eu sou das antigas!!!! No meu entender, as crianças observam os adultos e seus objetos. Deixar mexer pode ser sempre, desde que não substitua a introdução no mundo de outros objetos. Eu, particularmente, me incomodo muito ao ver um bebê de 7 ou 8 meses no colo da mãe manipulando um celular. Mas isso é muito pessoal. Acho que esquenta, passa vibrações e radiações. Eu esperaria ata uns dois ou três anos. Mas se a pessoa não larga do celular, como evitar que seu filho se interesse por ele? Acho mais adequado pensarmos o que estamos fazendo de nossas vidas…. 

 

Contato:

(11) 30795748 ou Cel (11) 992497203

 



Um pouco sobre

Fernanda Floret


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