5 coisas que ninguém te conta na gravidez

A gravidez é um período não só de formação do bebê dentro da gente, mas também de preparação nossa para a maternagem. Eu não vou falar sobre as noites mal dormidas que você vai ter depois que o bebê nascer, porque um monte de gente já deve ter falado e eu não gosto de focar a energia nas partes ruins. Resolvi escrever esse post com as dicas que eu não sabia quando estava grávida e queria que tivessem me contato, dicas práticas mesmo!

1) Plano de Saúde: Você sabia que o bebê tem direito de usar o plano de saúde da mãe no primeiro mês? Caso você tenha um plano de saúde, pode usá-lo durante o primeiro mês nas visitas ao pediatra e qualquer necessidade que o bebê precisar. Alguns (poucos) planos de saúde cobrem até as primeiras vacinas. Caso tenha interesse em fazer o plano de saúde para o bebê da mesma segurado que o seu, é bom fazer durante os primeiros 28 dias do bebê (quando é considerado recém-nascido) para que não tenha nenhuma carência. Se deixar para fazer depois, normalmente entram todas as carências normais de um novo usuário do plano. As regras podem variar de seguradora para seguradora, então se informe já antes do bebê nascer.

2) Pesquise vários pediatras: não é fácil escolher um pediatra! Eu achava que seria fácil, que seria apenas seguir algumas indicações de amigas-mães mais experientes, mas não foi tão fácil para mim. A dificuldade de escolher um pediatra em relação à outras especialidades médicas é que pediatra não envolve somente a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, mas todo o lado “psicológico” de tirar dúvidas muitas vezes “bobas” das mães de primeira viagem, estarem disponíveis de forma mais rápida e pensarem da mesma forma que você em relação aos cuidados com o bebê, à amamentação e alimentação. Já escrevi um post sobre o assunto, veja aqui. Minha dica é consultar o pediatra em relação à dúvidas de cuidados com bebê e doenças, mas ter também uma pessoa especialista em amamentação para te orientar se você tiver dificuldade e uma nutricionista infantil para a alimentação do bebê, porque os pediatras não estudam nutrição na faculdade e não se atualizam segundo o manual de nutrologia atual (muitos ainda indicam começar a introdução alimentar com suco de laranja, que não é mais considerado correto pelos novos estudos na área).

3) Não compre muitos brinquedos. Primeiro porque você vai ganhar de presente muitos brinquedos, especialmente se fizer festa de 1 ano! Segundo, porque descobri depois de já ser mãe, que os bebês preferem brincar com tudo o que não é brinquedo. Uma caixa de sapato vazia, garrafas de plástico, latas vazias são muito mais interessantes de serem exploradas do que os brinquedos em si. Lógico que é importante ter alguns poucos brinquedos, aqueles tapetinhos de atividades para quando o bebê tem poucos meses é muito legal, ou aqueles de empilhar, encaixar. Mas à medida que o bebê cresce, depois dos 6-7 meses, e começa a explorar a casa, é legal ele explorar o que ele ele quer brincar, ele escolher, vocês transformarem juntos uma garrafinha de água vazia num chocalho com grãos de arroz dentro, por exemplo! Os brinquedos que compramos, eles usam poucas vezes e já desistem. Fica um monte de brinquedos em casa sem utilidade, já as latas fazem sucesso total!

4) Faça um quarto de bebê prático. O primeiro ano do bebê passa tão rápido e algumas coisas perdem a função tão cedo, então pense duas vezes nas escolhas de cada móvel e itens de decoração. Sobre os móveis, o ideal é que sejam reutilizáveis, como um berço que também vira cama, poltrona de amamentação que depois pode ser usada em qualquer outro cômodo da sala. Eu, por exemplo, me arrependo de não ter seguido a dica da minha arquiteta de fazer a cômoda de trocar o bebê dentro do armário (usar uma prateleira para troca do bebê). Comprei o trocador e agora, depois de um ano, eu queria muito mudar o quarto para o método montessoriano e não sei o que fazer com o trocador. Lógico que eu ainda uso muito o móvel, mas teria sido melhor não comprar esse item, usar o armário e agora ter mais espaço para brincar no quarto.

5) Ame as suas escolhas. O que aprendi neste primeiro ano como mãe é que existem vários tipos de mães. Várias linhas de pensamento, digamos assim. A que não vê problema em terceirizar os cuidados do bebê e raramente brinca com ele – e está feliz assim, a que acha prático comprar papinhas prontas e a que faz tudo orgânico em casa, a que não aceita ajuda de ninguém e a que pede ajuda, a que quer amamentar, a que não quer… Enfim, cada mãe tem suas escolhas. Alguns falam que há muito julgamento na maternidade, mas o que eu penso é que quando você está convicta e segura de suas escolhas, nenhum julgamento te abala. Hoje em dia há muita informação disponível na internet, muita ajuda sobre amamentação, sobre introdução alimentar. Pense que na época das nossas mães, não existia metade dessas informações. Então as use, pesquisa e escolha o melhor para você e seu filho. E ame suas escolhas, assim nenhum julgamento te incomodará.

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